Gestante · Mama · Sexualidade

Importância da realização de exames ginecológicos

Olá a todas,

Ficamos muito felizes com a repercussão do último post (Vaginismo e ansiedade: o medo por antecipação), pois recebemos muitas mensagens (seja por e-mail, por whatsapp ou no Blog) com dúvidas sobre o assunto, além disso, houve uma procura muito grande por informações sobre a realização de consultas/exames ginecológicos, tanto por parte de mulheres que apresentam alguma disfunção sexual quanto as que (ao menos aparentemente) não possuem.

Levando em consideração várias dessas dúvidas/perguntas, percebemos que muitas mulheres são traumatizadas com a realização de consultas ou exames ginecológicos, e algumas tem verdadeiro pavor do assunto. Isso é muito preocupante pois os benefícios da prevenção superam em muito os riscos de ignorar esse tipo de consulta de rotina.

Para as mulheres com disfunções sexuais, as consultas ginecológicas são extremamente importantes, pois devido as características psicológicas dessas condições (como ansiedade), é comum que elas apresentem um quadro de baixa imunidade e, consequentemente, estão mais sujeitas a desenvolver infecções vaginais e urinárias, o que acaba atrasando o tratamento (para aquelas que fazem) ou agravando ainda mais o quadro de Dispareunia e Vaginismo (podendo inclusive favorecer o desenvolvimento de uma Vulvodínia).

Surpreendentemente, apesar de toda a facilidade de acesso à informação que temos hoje em dia, ainda existe muita falta de conhecimento e preconceito (medo, vergonha, constrangimento, questões religiosas, etc) tanto por parte das mulheres quanto de seus familiares e de seus parceiros sobre a realização de consultas regulares com um (a) ginecologista. É importante falarmos sobre isso, pois esse preconceito pode se iniciar logo na adolescência ou início da fase adulta, quando a mulher ouve da mãe ou mesmo de alguma amiga que os exames ginecológicos são constrangedores, desagradáveis, ou que doem. E só pra deixar claro, esse “preconceito” não é exatamente moderno, mas coisas similares vem acontecendo desde os primórdios da medicina ginecológica (no século XIX), quando o objetivo da prática era focado apenas em questões reprodutivas/gestacionais.

Os profissionais de ginecologia não apenas são importantes para o diagnóstico de disfunções sexuais, como também são os responsáveis pela prevenção e tratamento de uma série de doenças que afetam as mulheres. Por exemplo, as visitas regulares ao ginecologista são importantes pois existem vários tipos de câncer como o de colo de útero, de mamas e de ovário, que não tem sintomas aparentes, e na maioria dos casos só conseguem ser descobertos com antecedência através dos exames de rotina (o que aumenta muito a chance de recuperação e sobrevivência).

Além disso, o (a) ginecologista é o profissional que poderá esclarecer dúvidas sobre o ciclo menstrual, secreções/muco vaginais, dores de mama ou pélvicas, DST’s, gravidez (e questões gestacionais), além de poder informar sobre os benefícios e riscos de cada método contraceptivo.

Mas então, quando devo ir ao ginecologista?

O ideal seria que todas as pessoas passassem por exames regulares com uma série de especialidades médicas, mas o que normalmente acaba acontecendo é que elas apenas procuram um especialista quando aparece/há desconfiança de algum problema.

As consultas regulares ao ginecologista devem ocorrer ao menos uma vez por ano à partir da primeira menstruação. Apesar de não termos citado, é importante lembrar que o ginecologista é o profissional que poderá diagnosticar e tratar outros problemas como síndrome do ovário policístico, endometriose, etc, que podem provocar sangramentos excessivos, dores pélvicas e até mesmo infertilidade.

Com relação aos métodos contraceptivos, o ginecologista é o profissional que tem condições de ajudar na escolha do melhor método em função do histórico pessoal (hipertensão, obesidade), familiar (trombofilia) e hábitos de vida (sedentarismo, tabagismo) de cada mulher. Com o uso de medicamentos contraceptivos (principalmente os orais), as consultas regulares são ainda mais importantes, pois recentemente tem sido observado um grande aumento no número de casos de trombose cerebral, trombose venosa profunda, tromboembolia pulmonar e AVC, em mulheres jovens.

Sobre a prevenção do câncer de mama, é fundamental que a realização do auto-exame das mamas seja feita mensalmente à partir dos 18 anos (veja aqui como fazer o auto-exame das mamas), e o ideal é que seja realizada a mamografia em todas as mulheres a partir dos 30 anos. A realização de exames ginecológicos preventivos (de câncer de colo de útero) deve ser anual à partir da primeira relação sexual (com penetração peniana) – para informações mais detalhadas sobre as rotinas de exames ginecológicos, visite a página da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo-SOGESP.

Embora não tenha ficado evidente em postagens anteriores, os profissionais de ginecologia não apenas são importantes para o fornecimento de uma série de informações, mas também são responsáveis pelo diagnóstico das disfunções sexuais, pois apesar de muitos sintomas parecerem óbvios e dispensarem algum tipo de confirmação médica, muitas vezes o Vaginismo e a Dispareunia podem apresentar causas orgânicas como má formação de canal vaginal entre outras (falaremos um pouco mais a fundo sobre isso em um próximo post).

Por fim, como sempre falamos, sentir dor ou desconforto nunca é “normal”, é importante ter isso em mente e procurar um profissional sempre que achar que algo não está bem com você. Por mais que existam maus profissionais de ginecologia (na verdade existem em todas as áreas), o importante é continuar procurando algum que esteja atualizado e que te atenda com respeito, cuidado e delicadeza.

Ainda esta semana vamos publicar um outro post continuando esse assunto falando sobre o medo de realizar exames ginecológicos e disfunções sexuais.

 

 

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2 comentários em “Importância da realização de exames ginecológicos

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