Depoimentos · Sexualidade

Cura do Vaginismo: “A felicidade e a sensação de se sentir realizada”

❤Bom dia queridas!!

Como prometido, vou postar pra vocês alguns depoimentos que estavam aqui na “fila”, e que por conta da correria não tinha colocado ainda.

Espero que os depoimentos as ajudem a entender que vocês não estão sozinhas, e que sim, é possível a cura do Vaginismo!

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“Eu sou a Josiane e tenho 25 anos. A minha infância não foi muito agradável… fui criada só por minha mãe, pois meu pai trabalhava em outra cidade e passava pouco tempo em casa (e o tempo que ficava ele bebia muito e brigava com minha mãe o tempo todo). Depois ele foi embora de casa, e percebi que isso me fez crescer com uma imagem muito negativa em relação aos homens. Eu tive uma educação muito rígida por parte da minha mãe, ela é muito religiosa e jamais falou sobre sexo em casa. Esse assunto era tabu, e ela só dizia que sexo antes do casamento é pecado e que isso jamais poderia acontecer.

Tive meu primeiro namorado aos 16 anos, e namoramos por quase 2 anos. Depois de um tempo de namoro ele começou a me cobrar para que tivéssemos relação sexual. Isso me dava um certo medo, pois tinha muito medo que minha mãe descobrisse e se decepcionasse comigo. Tinha medo porque sempre que ouvia dizer da primeira vez de uma mulher, todos diziam que iria doer e sangrar… e isso me dava aflição! Tentamos uma vez e não conseguimos… fiquei muito nervosa e mal deixei ele me tocar. Logo depois ele terminou comigo, e aquele sentimento negativo em relação aos homens veio com mais força ainda.

Aos 19 anos conheci outra pessoa (hoje meu marido), e com ele as coisas eram diferentes. Gostava muito dele, queria ter minha primeira vez com ele, e com ele eu pensava na possibilidade de casamento. Bom, decidimos ter relação sexual… e o que era pra ser um momento especial pra nós dois NÃO ACONTECEU!! Nós queríamos muito esse momento. Eu queria e sentia prazer com as carícias dele, mas na hora da penetração simplesmente não entrava. Parecia que ele estava penetrando uma “parede”, e quando ele tentava forçar doía muito, e acabávamos parando por aí. Tentamos inúmeras vezes e sempre foi do mesmo jeito. Eu ficava sem entender o que estava acontecendo, pois uma coisa que é tão natural para a maioria parecia impossível pra nós.

Então, resolvi marcar um ginecologista. No consultório, expliquei a nossa dificuldade e o médico disse que era normal, devido a nossa falta de experiência, que era só relaxar e usar um lubrificante que resolveria. Saí super feliz e fui logo comprar o lubrificante. Bom, tentamos de novo… estávamos relaxados, usamos o lubrificante e a penetração não aconteceu.

Aquilo começou a me deixar frustada, pois o médico já havia dito que estava tudo bem, então porque não acontecia? Comecei a me sentir diminuída, menos mulher e a pensar que toda mulher suporta essa dor da “primeira vez”… menos eu! Tentamos mais vezes, e eu até deixava ele forçar a penetração, mas isso me causava muita dor e me assustava, porque aquela dor pra mim não era normal.

Resolvi passar mais uma vez no ginecologista. No consultório falei da dificuldade na penetração, que usávamos o lubrificante e mesmo assim não acontecia. Novamente ele pediu pra me examinar, disse que estava tudo “ok” comigo, e com uma cara irônica me disse que se “não deixasse de frescura ia perder meu marido” (na época ele ainda era meu namorado). Disse que era pra eu tomar um vinho, relaxar e usar o lubrificante. Saí de lá pior do que entrei, desta vez me sentindo uma “fresca” porque todas as mulheres suportavam essa dor e eu não era capaz!

Enfim, mesmo com a nossa dificuldade decidimos nos casar. Eu pensava que talvez o sexo não tinha acontecido devido a minha educação rígida, o medo de decepcionar minha mãe e que depois do casamento o sexo viria acontecer. Bom, nos casamos, e depois do casamento o momento tão esperado por nós não aconteceu. Aí começou a me bater um desespero: eu queria, sentia prazer, já estava casada… por que não acontecia? A cada tentativa frustrada aquilo me doía muito… não queria ir ao ginecologista novamente. Sentia vergonha dessa situação e medo de ouvir tudo de novo: “que era frescura minha”.

Nunca falamos do nosso problema pra ninguém, e até nós dois evitávamos falar sobre isso, porque nos deixava muito mal. Então começamos a buscar prazer de outras formas que não fosse com a penetração, e tentávamos fingir que estava tudo bem, mas o tempo estava se passando e já ia fazer 4 anos que estávamos casados. Pra mim aquela situação era desesperadora. Muitas vezes chorava sozinha e questionava a Deus por que isso comigo, tantas meninas bem mais jovens que eu faziam sexo com a maior naturalidade, e comigo parecia algo impossível. Isso me trazia muitos sentimentos negativos, medo de meu marido me deixar, me sentia inferior as outras mulheres… toda essa insegurança estava virando um tormento para mim.

Foi quando pesquisando no Google vi algo relacionado ao Vaginismo e percebi que se encaixava exatamente em tudo que sentia. Pesquisei mais a fundo, e descobri que existia um grupo de apoio no Facebook pra mulheres com Vaginismo. Aí foi minha grande surpresa, pois quando entrei no grupo e me deparei com um número enorme de mulheres com a mesma dificuldade que eu… aí que vi uma luz no fim do túnel, afinal eu não era a única a passar por isso, então resolvi buscar ajuda!

Marquei uma nova ginecologista, e eu e meu marido fomos decididos em falar sobre o que tínhamos pesquisado. Mas pra minha surpresa desta vez, a ginecologista era super atenciosa, e quando expliquei do nosso problema ela já foi logo me dizendo que o que eu tinha era Vaginismo e me encaminhou pra uma psicóloga. Marquei logo a terapia e ia toda semana, eu estava muito animada pois agora sabia que o que eu tinha não era frescura e sim uma disfunção que tinha tratamento!

O tempo foi passando e a terapia estava me ajudando em vários aspectos, mas no Vaginismo em si não estava mudando nada. Foi quando decidi pedir socorro no grupo de Vaginismo do Facebook, e as meninas me encaminharam uma lista de profissionais que faziam Fisioterapia Uroginecológica… oi?

Nunca imaginei que existia fisioterapia pra vagina… mas o vaginismo não é psicológico?

Bom, diante de tantas mulheres me incentivando a buscar esse tratamento encontrei um anjo chamado Lívia Frulani. Com muito medo desse não ser o tratamento indicado pro meu caso e acabar me frustando de novo mandei um e-mail pra ela, e rapidamente ela me respondeu, esclareceu minhas dúvidas em relação ao tratamento e marquei a avaliação. Fui com medo, mas disposta a sair dessa situação.

No começo não foi muito fácil ter que falar de algo tão íntimo pra alguém desconhecido, e deixar que me tocassem, mas eu queria me curar disso então teria que enfrentar esse medo. A cada sessão fui tendo a certeza de que a fisioterapia ia me curar do Vaginismo, e seguia todas as recomendações e exercícios passados pela Dra. Lívia, pois mesmo com a correria do dia-a-dia estava totalmente dedicada a me curar. Na 8ª sessão a Dra. Lívia me liberou para a penetração… nesse momento foi uma mistura de sentimentos, felicidade e medo tudo ao mesmo tempo: “será que eu estava pronta mesmo?”, “será que não seria mais uma tentativa frustrada?” Não sei se suportaria passar por mais esse sofrimento, mas dessa vez o momento tão esperado por nós aconteceu e sem dificuldade, sem dor… quase não acreditei! Ficamos muito felizes!!!

Claro que no começo foi tudo meio técnico pois ainda estava em tratamento e eu tentava imaginar a penetração como um exercício passado pela Dra. Lívia. Mas dia após dia, a penetração foi ficando cada vez melhor… e então a Dra. Lívia me liberou do tratamento. Nossa… que felicidade!!!

Foram apenas 10 sessões em 3 meses. Me livrei de um sofrimento que carregava há 6 anos e parte disso, infelizmente, por não ser um assunto muito conhecido pelos ginecologistas.

Graças a Deus sempre tive fé e esperança que de alguma forma eu iria encontrar solução pra esse problema. Agora estou muito feliz! Devo toda essa felicidade ao meu esposo que nunca desistiu de mim, sofreu comigo e sempre me apoiou, e a Dra. Lívia, que foi um anjo que entrou no meu caminho e com toda sua dedicação e profissionalismo me ajudou a me curar do vaginismo.

Espero de coração que esse meu depoimento venha fazer com que muitas que passam pela mesma dificuldade venham a enxergar a luz no fim do túnel assim como eu enxerguei. Não tenham  medo de sair dessa situação, não exitem em buscar ajuda… a felicidade e a sensação de se sentir realizada, de se sentir mulher, dinheiro nenhum paga. Com certeza foi o dinheiro mais bem gasto de minha vida ! Rsrs

Bjos a todas!”

 

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Corpore & Mente

Tel: (11) 2495-7254 / 96340-0948

e-mail: liviafrulani@corporemente.com

 

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