Depoimentos · Sexualidade

Um relato “quase” clássico de Vaginismo…

Olá meninas,

Este depoimento já está comigo há um tempinho, mas ainda não tinha conseguido arrumar tempo para postar. Seria um caso clássico de Vaginismo se não fosse por um “Plot-Twist”.

Para quem quer uma dica, só podemos dizer que o depoimento é bastante coerente com os nossos posts.

Chega de Spoilers! Garantimos que vale a pena ler! 

bjs a todas 

 

“Acho super importante esse espaço para contarmos nossas histórias. Foi exatamente através desse blog e das histórias aqui contadas que finalmente consegui me “encaixar”. O que cada uma conta sempre toca um pouco situações que passamos e nos encoraja a tomar atitudes.

No meu caso foi assim! Tive um namorado quando era mais nova, por mais ou menos cinco anos. Sempre tive como determinação esperar o casamento para ter relações, e foi assim nesse primeiro relacionamento… ele era mais velho, às vezes entendia, às vezes não, e o fato foi que apesar de algum nível de intimidade, nunca chegamos ao “finalmente”.

Depois de um tempo solteira, comecei a me relacionar novamente, dessa vez com alguém da minha idade e que partilhava desse meu desejo de esperar. Foi um namoro muito gostoso e depois de 5 anos e meio nos casamos! Foi tudo muito legal!

Acontece que já na lua-de-mel tivemos dificuldades com o “ato”. Não sabíamos o motivo por falta de experiência e isso nos causou um certo pavor. Cheguei a procurar algo na internet e conclui que precisava – simplesmente – “relaxar”. Por esse caminho tentei, até que conseguimos ter um nível de relação sexual digamos que “ok”. Sentia sempre que faltava algo, sentia uma dificuldade, mas como não sabia explicar e não me conhecia o suficiente, achava que era daquele jeito mesmo.

Até que o maior problema aconteceu: nunca gostei muito de ir a ginecologista e, após o início da vida sexual, os exames mudam completamente. O fato é que todo ano ia à médica e, apesar dela ser super paciente comigo, eu simplesmente não conseguia fazer os exames. Ela me mandava relaxar, mas nem o dedo dela entrava para o exame de toque. Ela me acalmava todo ano, dizia que era normal e que no ano seguinte eu conseguiria. Aquilo me apavorava cada vez mais e ia empurrando e adiando a volta ao consultório. Até que, no terceiro ano, ao tentar marcar a consulta, soube que minha média havia se mudado de cidade. Me apavorei de vez ao pensar que passaria com uma nova médica que acharia um verdadeiro absurdo eu não conseguir realizar exames básicos.

Depois de muito enrolar marquei a consulta. Fiquei toda feliz porque no dia ainda estava no último dia de menstruação então imaginei que a médica adiaria para outro dia um possível exame. No entanto, a nova médica disse que não tinha problema algum e que queria me examinar. A tremedeira começou e fui para a maca apavorada! Logo ela mediu minha pressão e percebeu o nervosismo. Sem entender foi fazer o exame do toque e, só de tentar colocar o dedo no canal, já desistiu e me disse com a maior sinceridade: “Você tem um problema aí, mas tem profissionais que podem te ajudar com isso”.

Então pensei: “Meu Deus! Quem pode ajudar alguém com esse tipo de coisa? Afinal, quem no mundo tem esse tipo de “frescura” – como costumam dizer?” A verdade é que quando estamos passando por isso nem imaginamos que alguém passe por algo semelhante… nos sentimos totalmente excluídas.

Graças a Deus a médica era super consciente e me explicou tudo. Disse que apesar de ninguém falar sobre isso, é super normal as mulheres terem essa dificuldade tanto para realizar exames como para o relacionamento sexual em si. Ela também disso que, claro, não é tudo mil maravilhas como mostram os filmes, mas que tem como melhorar esse tipo de problema. Foi então que ela me falou sobre a Fisioterapia para o Assoalho Pélvico. Nunca tinha ouvido falar nisso e saí de lá ao mesmo tempo transtornada, nervosa, ansiosa e curiosa. Logo fui para a internet, quando acabei encontrando o blog da Dra. Lívia Frulani.

Ler os depoimentos, especialmente o post sobre dificuldades na realização de exames ginecológicos me deixaram um pouco mais calma e me fizeram entender o que realmente acontecia comigo e, acima de tudo, que não era impossível sair daquela situação.

No dia seguinte entrei em contato com a Dra. que me atendeu super bem. Me explicou que eu precisava de uma avaliação e logo agendei. Novamente fui morrendo de medo, mas o ambiente acolhedor, a conversa com ela e, acima de tudo, a tranquilidade que ela transmitia ao tratar do assunto comigo foi desconstruindo aquele monstro que eu havia formado.

Outra coisa que logo de cara me ajudou foi me abrir com a minha mãe, que até então nem imaginava que eu passava por essas dificuldades e muito menos que havia tratamento pra isso. Como eu me sentia estranha e diferente de todo mundo, nem mesmo contar pra ela parecia possível. Eu achava que ela ficaria preocupada, não compreenderia e falaria, até, que era só uma questão de relaxar. Tinha pavor dessa frase! Só que quando comecei o tratamento, sentia necessidade de partilhar com outra mulher e de ter essa companhia e, claro, que não tinha companhia melhor que a dela. Quando contei tudo e, inclusive, a convidei para me fazer companhia nas sessões (era um pouco longe de casa) fiquei mais tranquila e me aproximei mais dela, pois abrimos uma porta até então fechada.

Logo em seguida, além das constantes conversas com meu marido e minha mãe, me abri com a minha melhor amiga. e adivinha? Ela tinha questões semelhantes às minhas e acabou tomando a decisão de procurar a ajuda da Dra. Lívia também! Viramos companheiras nas sessões e isso só motivou uma a outra!

Minha primeira sessão foi um pouco tensa. Percebi como era difícil eu deixar ela tocar e tentar realizar as primeiras massagens na região. Mas como senti confiança e sabia que aquele caminho era o ideal para vencer aqueles medos, continuei semanalmente as sessões. Vinculando com exercícios em casa, logo foi me conhecendo melhor, sentindo mais confiança e fui, finalmente, liberando o “canal” (risos).

A paciência da Dra. Lívia, explicando tudo, e a calma nos exercícios foi fundamental para que eu adquirisse a confiança necessária. Depois de 10 sessões marquei nova consulta com minha ginecologista. Só de olhar ela já viu a diferença da minha musculatura. Consegui realizar todos os exames com muita tranquilidade e facilidade. Saí de lá rindo a toa, afinal, pode parecer bobagem, mas para quem está passando, é uma superação e tanto. Logo liguei pra Lívia pra contar a conquista!

Além desse ganho, minha vida sexual melhorou 200%! Voltei a ter apetite sexual, porque agora consigo fazer de verdade!! Meu marido também está aproveitando muito mais e isso tudo só nos aproximou e nos uniu. Conhecer meu corpo de verdade me tornou mais segura, confiante e, consequentemente, mais feliz comigo mesma!

Quero ressaltar aqui o quão importante é o ginecologista falar aos pacientes nos quais nota esse tipo de “trava” que existem tratamentos super acessíveis disponíveis! Não são dolorosos, não nos intimidam, muito pelo contrário, nos tornam mais nós mesmas! A tranquilidade e a confiança da Dra. Lívia me contagiaram e, sem dúvida, seu profissionalismo inquestionável realmente mudou minha vida!

Força que você também consegue!!!

 

R.”

 

 

 

Agendamento de consultas ou dúvidas? Entre em contato conosco:

Corpore & Mente

Tel: (11) 2495-7254 / 96340-0948

e-mail: liviafrulani@corporemente.com

 

Ah, não deixe de se inscrever no Blog, assim você receberá notificação de novos posts por e-mail! E ajude outras mulheres compartilhando nossos textos nas redes sociais!

 

#AssoalhoPelvico #Perineo #Pelve #Vagina #Vaginismo #Dor #Dificuldade #Penetracao #DorNaRelacao #DorNoSexo #ExameGinecologico #Transvaginal #Papanicolau #Ginecologista #Tratamento #Exercicio #Cura #Depoimento #Historia #Relato #Fisioterapia #FisioterapiaUroginecologica #FisioterapiaPelvica #LiviaFrulani

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s