Saúde da Mulher

A fisioterapia na saúde da mulher abrange tratamentos para:

Uroginecologia:

  • Perda de urina quando faz movimentos como agachar, pular, tossir ou espirrar (incontinência urinária aos esforços)
  • Perda de urina quando tem uma vontade urgente de ir ao banheiro (incontinência urinária por urgência)
  • Bexiga Hiperativa (ir muitas vezes ao banheiro para urinar durante o dia, vontade urgente de urinar e acordar durante a noite para ir ao banheiro)
  • Hipoatividade vesical/retenção urinária (dificuldade na eliminação da urina espontaneamente)
  • Bexiga neurogênica (alterações urinárias por lesão nervosa central ou periférica, devido a AVC, esclerose múltipla, parkinson, cirurgias pélvicas…)
  • “Bola na vagina” e “bexiga caída” (prolapso de órgão pélvico) quando ainda não está exteriorizado

Sexualidade:

  • Dor durante a relação sexual (dispareunia – superficial ou profunda)
  • Dificuldade para introduzir o pênis ou outros objetos na vagina (vaginismo – primário ou secundário)
  • Vagina flácida/larga ou saída de gases pela vagina
  • Dificuldade ou não conseguir atingir o orgasmo (anorgasmia)
  • Estreitamento do canal vaginal por realização de radioterapia e/ou braquiterapia no tratamento de câncer ginecológico ou devido à cirurgias de construção/reconstrução do canal vaginal (estenose vaginal)

Gravidez e pós-parto:

  • Dor nas costas, lombar ou pélvica
  • Inchaço (edema)
  • Incontinência urinária/anal
  • Preparação para o trabalho de parto normal (parto vaginal)

Dor pélvica:

Dor na região lombar, pélvica e/ou perineal associado a sintomas urinários, sexuais (como a dispareunia), intestinais e disfunções ginecológicas (por ex., endometriose)

Coloproctologia:

  • Constipação intestinal: dor e/ou esforço para evacuar,  ir ao banheiro menos de 3 vezes por semana, sensação de que não saiu todo conteúdo fecal (esvaziamento incompleto)
  • Perda de gases, fezes e/ou soiling (incontinência anal)
  • Dor na região anal/glútea (proctalgia fugaz, coccigodínea, anismo)

Mastologia:

Reabilitação durante a quimioterapia ou após a cirurgia de retirada do câncer de mama quando a mulher evolui com:

  • Inhaço no braço e tórax (linfedema)
  • Dificuldade e/ou ao realizar os movimentos normais do dia-a-dia com o braço

Veja os tipos de tratamento

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4 comentários em “Saúde da Mulher

  1. Olá,adorei ler as matérias.Mas o que me preocupa e a dificuldade que tenho em atingir o orgasmo,tenho prazer e não fico lubrificada o que pode ser.poderia me ajuda,porque isso esta atrapalhando meu relacionamento.

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    1. Olá Rosi,

      Desculpe a demora em responder seu comentário.
      Para atingir o orgasmo a mulher tem que se desligar de outros problemas do seu dia-a-dia, e tem que estar ligada no que está acontecendo naquele momento, o momento do prazer e de estar ali com seu companheiro e se entregar.
      A dificuldade em chegar ao orgasmo seria com estímulos no clitóris ou com a penetração? Você já teve orgasmo alguma vez na sua vida? Já teve sozinha ou a dificuldade é somente quando você está com seu parceiro?
      Falando sobre a questão de lubrificação, é preciso saber se você não está com alguma baixa hormonal. As mulheres que entram na menopausa por exemplo sofrem grandes alterações, inclusive ocorrendo o aparecimento de ressecamento vaginal. Seria interessante conversar com sua ginecologista para verificar o que pode ser feito, e se esse seria o seu caso. Agora, se você não está nem perto da menopausa e tem essa dificuldade, precisa verificar também se alguma outra medicação que você esteja tomando pode estar influenciando nisso. Outra coisa seria se seu parceiro não está sabendo exatamente como estimulá-la. Não tenha vergonha de mostrar pra ele ou de falar o que acha mais gostoso ou legal para você ok?

      Aguardo sua resposta para esclarecer melhor suas dúvidas!

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  2. Olá , andei pesquisando sobre vaginismo pois ,a alguns anos venho sofrendo dores no inicio da relação sexual e outros sintomas do mesmo . Fui ao médico e então fui indicada a ir ao psicólogo e a fazer fisioterapia de períneo (se não me engano o nome ) ,mas , além desses tratamentos gostaria de saber se tem mais algumas coisas que eu poderia estar fazendo para não sentir tanta dor em um momento que deveria ser apenas de prazer .
    Desde já agradeço pela atenção .

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    1. Olá Letícia,

      Desculpe a demora em responder, pois estávamos entrando de férias quando vi seu comentário, mas a correria por aqui estava demais!

      Para ficar mais fácil de entender e esclarecer outras possíveis dúvidas, é importante explicar que as mulheres que apresentam dores durante a relação sexual tem o que chamamos de Dispareunia, e o Vaginismo é o nome da condição na qual a mulher não consegue ser penetrada (pelo que entendi de sua explicação não seria o seu caso, certo?). Bom, colocamos ontem um post no Blog sobre as definições clássicas de cada disfunção sexual: https://liviafrulani.wordpress.com/2017/01/17/vaginismo-x-dispareunia-x-vulvodinia-como-diferenciar/

      Explicando agora sobre a questão do tratamento, nem sempre as mulheres que apresentam dispareunia precisam de acompanhamento psicoterapêutico, porém ele pode ajudar muito no controle da ansiedade e fazer com que o tratamento da Fisioterapia flua melhor. No caso das mulheres com vaginismo, o componente psicológico está sempre presente na condição, e o tratamento com psicoterapia é de fundamental importância.

      Já o tratamento de Fisioterapia Uroginecológica é imprescindível em qualquer uma dessas condições (pois é a fisioterapia que atuará nos sintomas físicos)! As técnicas utilizadas para tratar tanto a dispareunia quanto o vaginismo são bastante parecidas. Pra você ter uma ideia, incluem técnicas de consciência corporal, respiração, massagens e alongamento muscular do assoalho pélvico, e “dilatação vaginal”. Também podem ser usados aparelhos, como a eletroestimulação e o biofeedback dos músculos do assoalho pélvico, para ajudar a melhorar os sintomas de dor e consciência do controle muscular da região.

      O que pode te ajudar é sempre tentar ficar o mais relaxada possível durante a penetração (uma posição em que você se sinta mais confiante também ajuda!), e se “entregar” para que haja excitação e correta lubrificação do canal vaginal (caso ela não esteja tão boa, a utilização de lubrificantes a base de água ajudarão muito!)

      Mas como seu médico disse, e independente de qual for a sua condição, é sempre importante lembrar que há tratamento (de fisioterapia e psicoterapia), e que se feito de forma correta, poderá te ajudar a desfrutar de uma vida sexual sem dor e com prazer!

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