Tratamentos

Para o tratamento existem alguns recursos que podem ser utilizados pela fisioterapia:

Cinesioterapia:

A cinesioterapia tanto do assoalho pélvico quanto do corpo como um todo (com exercícios para o fortalecimento dos músculos) é eficaz na prevenção e no tratamento de pacientes com incontinência urinária/anal, constipação intestinal, prolapsos de órgãos pélvicos, dor pélvica, após câncer de mama, para gestantes e no pós-parto, proporcionando aumento da força muscular, consciência corporal e promovendo melhora da qualidade de vida.

Cones vaginais:

Os cones vaginais são dispositivos que introduzidos na vagina tonificam a musculatura perineal, dando uma resposta aos músculos do assoalho pélvico à medida que eles se contraem. O conjunto é composto por 5 cones, que tem cores diferentes. Cada cor corresponde a um peso em gramas.

Educador:

O educador é um dispositivo que é introduzido via vaginal, e conforme a paciente contrai os músculos perineais, ela pode visualizar a movimentação da antena, o que ajuda na percepção da contração perineal.

Biofeedback:

O biofeedback é um recurso terapêutico onde a sonda do aparelho é introduzida via vaginal ou anorretal, reforçando a contração dos músculos do assoalho pélvico. As contrações perineais realizadas pela paciente com o aparelho promovem à ela e ao terapeuta uma resposta através de um estímulo visual, auditivo e/ou tátil.

Eletroterapia:

A eletroterapia é usada: na reeducação dos músculos do assoalho pélvico (principalmente nas pessoas com dificuldade para realizar a contração perineal); no fortalecimento dos músculos; para inibir as contrações inesperadas da bexiga (bexiga hiperativa); facilitar a contração da bexiga e eliminação da urina (nos casos de hipoatividade vesical ou bexiga neurogênica); e em casos de dor (por exemplo na dispareunia – dor na relação sexual). Os eletrodos do aparelho de eletroestimulação podem ser colocados superficialmente (na pele) ou ainda introduzidos via vaginal ou anal.

Ginástica abdominal hipopressiva:

Na ginástica abdominal hipopressiva são realizadas técnicas de respiração, aspiração abdominal e ainda se desejar, contração da musculatura pélvica. Essa ginástica ajuda não somente na consciência e no fortalecimento dos músculos (inclusive os perineais), mas também as mulheres que apresentam prolapsos de órgãos pélvicos (conhecido popularmente como “bola na vagina” e “bexiga caída”) e auxilia na recuperação da musculatura abdominal após o parto.

Massagem, alongamento e liberação miofascial:

Massagem perineal, alongamento (não somente do assoalho pélvico) e liberação miofascial ajudam a relaxar os músculos e a liberar pontos de tensão que possam gerar: dor durante o ato sexual para a mulher, na tentativa de ter penetração vaginal, durante a gestação, no preparo para o parto normal e no pós-parto.

Dilatadores vaginais:

Os dilatadores vaginais ajudam a alongar os músculos do assoalho pélvico nos casos de vaginismo e dispareunia, e a “abrir” o canal vaginal para mulheres que apresentam estenose vaginal (devido a realização de radioterapia e braquiterapia no tratamento de câncer ginecológico), preparando os músculos e o canal vaginal para receber o pênis sem que se tenha dor ou desconforto.

Epi-no:

É um aparelho alemão usado para exercitar os músculos do assoalho pélvico durante a gestação, alongar gradualmente o períneo e treinar esses músculos para o trabalho de parto. O epi-no facilita a passagem do bebê pelo canal vaginal e evita possíveis lesões e ocorrência de episiotomia.

Drenagem linfática, enfaixamento e exercícios:

Drenagem linfática manual, exercícios para movimentação dos braços e enfaixamento dos mesmos nos casos de pacientes que fizeram cirurgia de câncer de mama ou que ainda estão em tratamento de quimioterapia e radioterapia e que evoluíram com linfedema (tanto dos braços quanto do tórax) e com dificuldade na movimentação, devolvendo sua função e melhorando a qualidade de vida.

Terapia Comportamental:

Na terapia comportamental são feitas pequenas alterações no cotidiano da paciente de acordo com o estilo de vida e as tarefas do dia-a-dia. É realizado um planejamento com a necessidade de cada uma, tendo como objetivo aumentar suas capacidades, orientar e treinar a paciente, fazendo com que ela mantenha o controle sobre o seu corpo. A terapia comportamental favorece os resultados de outras técnicas utilizadas para o tratamento.

Lembre-se sempre que o tratamento fisioterapêutico mais adequado é feito após a avaliação do paciente, e que varia de acordo com os sintomas e sua queixa principal.

Agende sua avaliação!

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7 comentários em “Tratamentos

    1. Olá Elisa,

      Peço desculpas pela demora em responder.

      O tratamento da endometriose engloba muitas coisas: cirurgias para retirada dos focos endometriais (e em alguns casos mais graves até mesmo retirada de alguns órgãos ou parte deles, como por exemplo útero, ovários, intestino…), tratamentos medicamentosos (injeção de Zoladex, anticoncepcionais, analgésicos…), psicoterapia e fisioterapia.

      A psicoterapia irá ajudar a enfrentar e entender os problemas que essa doença causa, aprender a lidar com as dores e tudo mais.

      O tratamento da fisioterapia irá ajudar muito no controle da dor pélvica (que muitas vezes já se tornou crônica), alterações musculares que podem levar a dispareunia (dor na relação sexual) e alterações urinárias e/ou fecais (dificuldade para urinar, para eliminação das fezes ou até mesmo incontinências).

      Outras opções para alívio das dores são Acupuntura e exercícios como o Pilates.

      Mas o mais importante de tudo é encontrar um médico competente e que esteja acostumado a tratar de mulheres com endometriose, assim ele poderá indicar sempre o melhor tratamento para o seu caso!

      Espero ter esclarecido suas dúvidas!

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  1. Ha anos sofro de incontinencia urinaria.Ha dois dias não preciso mais usar absorvente pois uso o banheiro sem molhar a calcinha. Por que isso aconteceu? É perigoso? Sarei de repente ou do que se trata?

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    1. Olá Wilma,

      Desculpe-me pela demora em responder, mas estávamos em recesso aqui na Clínica.

      Respondendo a sua pergunta, desconheço qualquer cura espontânea de Incontinência Urinária. Na melhor das hipóteses você teria percebido uma melhora gradual por um longo período de tempo.

      Existem inúmeras possibilidades para o que pode estar acontecendo, mas não posso nem me arriscar a “chutar” alguma coisa ou comentar sobre a “risco “sem ter te examinado pessoalmente.

      O ideal seria você procurar um médico ginecologista ou urologista o mais rápido possível para verificar o que está acontecendo. Embora possa ser alguma coisa corriqueira, é melhor procurar ajuda especializada para evitar problemas futuros.

      Espero ter esclarecido suas dúvidas!

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  2. Bom dia! Tudo bem ? Alguns alguns sofro de dor na hora da relação sexual, já fiz vários exames e não deram nada. O ultimo medico me disse que tenho vaginismo, fiz terapia porém ainda nao melhorou, o que eu posso fazer?

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    1. Olá Natane,

      Se você já fez vários exames que não indicaram nada de errado (alguma infecção por exemplo) e você consegue ter relação sexual apesar das dores, o que você tem é o que chamamos de dispareunia. Agora, se for muito difícil para conseguir a penetração e muitas vezes ela nem é possível, é bem provável mesmo que seu médico esteja correto, e que o que você tenha seja vaginismo.

      É importante que você saiba que independente do que for (dispareunia ou vaginismo) tem cura! O acompanhamento psicológico é sempre importante, porém a Fisioterapia Uroginecológica/Pélvica também tem um papel importantíssimo no tratamento dessas disfunções, pois atuará diretamente nos músculos do assoalho pélvico (músculos que estão na entrada do canal vaginal e que podem estar te trazendo todo esse transtorno) relaxando-os e tirando todos os pontos de dor e tensão que eles possam ter.

      De qual cidade você é? Posso verificar com minhas colegas se há alguma fisioterapeuta em sua cidade ou região.

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